Como usar seu modelador com gabinete real no palco (e onde as caixas FRFR entram nessa história)

Muita gente hoje está usando pedaleiras modeladoras ou pré-amps acessíveis como o FLAMMA FX100, NUX MG-400, ou equipamentos de ponta como o Quad Cortex, Tonex, e afins. Mas surge a dúvida: como levar esse som pro palco sem depender de retorno de chão ou da boa vontade do técnico de som? E como garantir que você ouça o seu som do jeito certo, mesmo fora do fone?

Vamos explorar três caminhos:


1. Ligando seu modelador em um gabinete real

Modeladores normalmente simulam amplificadores e gabinetes via IRs (impulse responses). Mas se você for ligar seu modelador em um gabinete físico, precisa desativar a simulação de gabinete (IR) na saída que vai para o power amp/cab.

Exemplo de fluxo:

  • Quad Cortex (saída 1) → Power Amp (como Seymour Duncan PowerStage) → gabinete 1×12 ou 2×12
  • Quad Cortex (saída 2), IR ligado → mesa de som (para o PA/front of house)

Assim, você tem o som “orgânico” de um gabinete no palco sem comprometer o som para o público.

Modeladores/pedaleiras que permitem isso:

  • Quad Cortex (configura IR por saída)
  • Tonex (versão pedal tem saída específica com IR on/off)
  • Line 6 HX Stomp
  • Headrush MX5
  • Mooer GE200/GE300

2. E os Power Amps?

Para usar um gabinete passivo no palco, você precisa de um power amp (amplificador de potência). Alguns modelos populares:

Power Amps compactos:

  • Seymour Duncan PowerStage 170/200
  • ISP Stealth Ultra-Lite
  • KSR PA50 (valvulado)
  • Harley Benton GPA-100 (opção de entrada e muito acessível)

Esses power amps são ideais para quem quer levar só o modelador + amp de potência + gabinete para o palco. São leves, confiáveis e não alteram muito o timbre (alguns inclusive têm EQ ativo pra ajuste fino).


3. Alternativa moderna: caixas FRFR (Full Range Flat Response)

As caixas FRFR são basicamente monitores ativos de alta potência, feitos especialmente pra guitarristas com modeladores. Elas reproduzem com fidelidade o som do seu preset, sem colorir o timbre.

Principais vantagens:

  • Não precisa desligar o IR — a caixa reproduz exatamente o que está no modelador
  • Já tem power amp embutido (versões ativas)
  • Pode ser usada em palco ou como retorno

Exemplos de FRFR ativas:

  • Headrush FRFR-112 / FRFR-108
  • Laney LFR-112
  • Alto TS312 / TS308
  • Line 6 Powercab (também permite IRs próprios)
  • Electro-Voice ZLX-12P

Como ligar:

  • Saída do modelador (XLR ou TRS) → Entrada da FRFR
  • Pronto. Som de estúdio no palco — simples assim.

⚠️ FRFRs ativas já têm amplificação embutida. Você NÃO precisa de power amp externo. Só plugar e tocar.

E as passivas?

Muito raras. Nesse caso, precisariam sim de power amp externo, como se fossem um gabinete tradicional.


Conclusão: qual o melhor caminho?

  • Quer ouvir seu som com punch de verdade no palco? Use um power amp com seu gabinete tradicional.
  • Quer praticidade e leveza sem abrir mão da fidelidade? Use uma caixa FRFR ativa.
  • Tem um modelador com saída IR configurável? Aproveite e combine as duas saídas: uma com IR (PA) e outra sem IR (retorno no palco).

No fim das contas, o melhor setup é aquele que cabe no seu orçamento, no seu carro e no palco da sua cidade. 😄


Curtiu o conteúdo? Confere também nosso post sobre como usar loadboxes reativas e tocar com o som de amplificadores valvulados sem precisar de gabinete!

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